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Praia do Pecado 

  • Foto do escritor: Grazielle Heguedusch
    Grazielle Heguedusch
  • 12 de mai. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 29 de jun.


Praia do Pecado é a continuação ao sul da Praia dos Cavaleiros. Também era propriedade particular até poucas décadas atrás. Possui cerca de 1 km de extensão, areias grossas e escuras, água transparente e morna, com afloramentos de rochas no oceano, entre 50 e 180m paralelo a costa. 



 Tem esse nome pois quando em 1850 a Lei Eusébio de Queiroz, proibiu tráfico negreiro no Brasil, o porto da Guanabara, que era a entrada legal ficou impedido de receber os navios negreiros e os traficantes de escravos passaram a desembarcar os africanos escravizados em portos alternativo, mais distantes das fiscalizações como Búzios, Rio das Ostras e Macaé, por exemplo. Desse local onde hoje é a Praia do Pecado, até Itapebussus, era nominado de Praia dos Pecados Mortais, com as inúmeras rochas submersas, quem se aventurava a aportar nessa região, corria um alto risco de naufragar. E quando isso acontecia era uma tragédia com muitas vítimas. Por isso, era como se os traficantes pagassem seus pecados mortais ao realizar tal atividade. 



Ao final dos anos de 1960, um grupo de jovens que havia aderido à filosofia hippie, passou a frequentar o local, como refletiam muito sobre a história e achavam muito pertinente o nome Pecado, passaram a ressignificar esse nome, trazendo contextos psicodélicos sobre liberdade, sexo e drogas. Eusébio Mello, um desses jovens, o famoso Zébinho, era colunista do jornal O Rebate, passou a escrever intensamente sobre o tema, para que fosse fixado o nome ressignificado, que passou a ser somente Praia do Pecado. 



Em meados da década de 1990, a prefeitura surge com projeto de urbanização e construção de edifícios, em um local com remanescentes de restinga, na Praia do Pecado.



Um grupo de macaenses indignado passou a fazer um movimento ambiental, que posteriormente se tornou uma Organização Não Governamental (ONG), denominada SOS Praia do Pecado, com principal finalidade de reivindicar que o local seja preservado e se torne uma Área de Proteção e Educação Ambiental. Essa discussão ainda existe nos dias atuais. 



Autora: Grazielle Heguedusch

 
 
 

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